Saiba como foi e veja as fotos do Show do Black Sabbath no Campo de Marte

Black Sabbath SP (5 de 15)

Primeiramente, por julgar a excelente qualidade do texto apresentado no site Whiplash.net sobre o show do Black Sabbath, optei por cita-lo nesta postagem.

Para ler o texto completo acesse: http://whiplash.net/materias/shows/190214-blacksabbath.html

Cinco minutos antes da data marcada inicialmente, sobe ao palco o MEGADETH, enquanto a plateia gritava o seu nome. O show começou com o clássico “Hangar 18”, com seus quinhentos solos. O som, estava muito bom, com todos os instrumentos muito nítidos e em volume adequado. Impressionante também era a exibição nos três telões de palco, mesclando imagens ao vivo com imagens relativas ao teor lírico das músicas, como, por exemplo, ETs em “Hangar 18”, Lobisomens em “She-Wolf” e por aí vai. Uma banda de abertura de luxo com uma luxuosa produção.

“Kingmaker”, única do equivocado “Super Collider” teve partes de sua letra nos telões (foi a única que precisou disso, uma vez que todas as outras letras já eram cantadas por boa parte da plateia) e pareceu ainda melhor ao vivo que em sua versão do CD. Foi seguida de “Symphony of Destruction”, em que os fãs da banda americana chegaram a cantar até mesmo o riff (me-ga-deth, me-ga-deth, me-ga-deth).

Algo que também é digno de nota é que não se podia ver nenhuma roda de mosh (comum em shows de thrash metal). A banda tampouco interagia com a plateia. O baixista David Ellefson e o guitarrista Chris Broderick até eram mais simpáticos, mas não falaram nada até Ellefson tomar o microfone antes de “Peace Sells” (que é introduzida por seu baixo) e dizer: E aí, São Paulo?”. Só ao fim da música, o primeiro “Thank You” de Dave Mustaine. Apagam-se as luzes, mas logo o quarteto volta com Dave mais sorridente e com outra guitarra, com motivos do “Rust in Peace”. O agora falante Dave Mustaine pergunta a plateia: “Vocês estão se sentindo bem? “, antes de declarar -“Eu estava ouvindo vocês cantando e isto é um fato: São Paulo tem a plateia que canta mais alto na turnê”. Amigos cariocas e mineiros, ele talvez vá dizer a mesma coisa nos próximos shows.

“Holly Wars” fechou de forma brilhante um show bastante direto em que o MEGADETH chegou, resolveu o problema e foi embora. Dave ainda aconselhou: “Dirijam com cuidado quando forem pra casa, porque nós queremos ver vocês outra vez”.

BLACK SABBATH

No intervalo entre uma banda e outra, amigos que se conheceram ali mesmo contavam a roqueiros novatos como era gostar de música nos anos 80 e 90, principalmente sobre como era usar fitas cassetes e as mil e uma utilidades de uma caneta bic (se você sabe, você não é tão jovem). Sem nenhum aviso, uma voz começa a entoar no microfone um “ô ô ô ô ô ô ô ô”. Surpresa. Era o madman que não queria saber mais de esperar. O público vai a loucura e, mesmo com as sirenes de “War Pigs” aqueles três monstros sagrados estavam bem ali na frente. Todas as mãos estavam pra cima. Ainda não dava pra saber o que estava acontecendo. Só no meio da música é que “cai a ficha”, com todas as vozes cantando “War Pigs”. Com o baixo e a plateia na mão, Geezer Butler sozinho já pagaria o show. Mas ele não está sozinho. Vem acompanhado de Ozzy Osbourne, velho, louco, corcunda, falido e ainda um dos melhores front-men da história do heavy metal, e de Tony Iommi, criador de riffs que ficaram marcados na música e que vão viver pra sempre (assim como ele). Atrás do trio, todos vestidos de preto, está Tommy Clufetos, um aprendiz de John Bonham, um aprendiz de Bill Ward. “Sabbath, Sabbath, Sabbath”, grita a plateia.

Ozzy anuncia “Into The Void”, música que ouso dizer que tem o primeiro riff thrash metal da história (até nisso os velhos são pioneiros). E é aqui que ele dá sua primeira mancada em solo paulista. “Alô, Rio. Como vocês estão indo aí? “. Isso mesmo. Em São Paulo, Ozzy saudou o Rio. Nada demais pra quem muito recentemente exibiu uma bandeira brasileira na Argentina. E haviam bandeiras do Figueirense (time de Santa Catarina) e do Paraná na plateia. Por sorte (ou por azar), o madman não pegou alguma delas.

Mas Ozzy é o Ozzy e sempre será perdoado. E, ao fim de “Under The Sun”, ele agradece com um “Obrigado, Deus os abençoe”. Nesse caso, deve ter sido uma ironia (a letra é bem contrária a seguir uma religião) ou apenas mais uma mostra da dualidade que sempre esteve presente no BLACK SABBATH.

Depois de “Snowblind” (cujo verso “oculto” foi muito bem pronunciado mais de uma vez), “Age of Reason” é a primeira de “13”. Apesar da qualidade da faixa, uma das melhores do novo álbum, o público fica mais calmo (o que não quer dizer que não a estavam apreciando). Ao fim, todos já estavam balançando as mãos. Uma opinião colhida no meio da plateia é importante ser explicitada aqui. Um amigo, que ainda não tinha ouvido o “13”, chegou a dizer que acreditaria se lhe contassem que a faixa era dos anos 70.

Ozzy ainda arranjaria tempo para fazer tratos com a plateia, como fez em outras praças. “Se vocês ficarem muito doidos, a gente toca mais duas músicas”. E é a vez dos riffs monstruosos de “Children of The Grave”. A voz de Ozzy manteve-se boa durante quase todo o show. Aqui, falha, mesmo que levemente.

Para por fim à noite de nosso encontro com os criadores do metal, “Paranoid”. E finalmente aparece a roda que até ali a plateia estava devendo.

Fim. Não o começo do fim ou fim do começo. É o fim do fim. Se poderemos ver novamente esses monstros no palco fazendo o que eles nasceram pra fazer, só o tempo dirá. Mas, se depender da vontade de cada um dos 50, 60, 70 mil presentes, este foi apenas o começo do começo.

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Para ler o texto completo acesse: http://whiplash.net/materias/shows/190214-blacksabbath.html

Setlist MEGADETH

Hangar 18
Wake Up Dead
In My Darkest Hour
She-Wolf
Sweating Bullets
Kingmaker
Tornado of Souls
Symphony of Destruction
Peace Sells
Holy Wars… The Punishment Due

Setlist BLACK SABBATH

War Pigs
Into the Void
Under the Sun
Snowblind
Age of Reason
Black Sabbath
Behind the Wall of Sleep
N.I.B.
End of the Beginning
Fairies Wear Boots
Rat Salad / Drum Solo
Iron Man
God Is Dead?
Dirty Women
Children of the Grave

Encore:
Paranoid
(Sabbath Bloody Sabbath Intro)

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