Resenha: Kappa Crucis – Rocks

Kappa-Crucis

Antes de tudo, é bom fazer um breve histórico sobre o Kappa Crucis. Trata-se de uma banda formada em Apiaí (São Paulo), nos idos dos anos 1990, que aposta todas as fichas no rock clássico setentista com uma pegada ora mais voltada para o heavy, ora mais progressiva. “Rocks” é o segundo trabalho da banda, formada por G. Fischer (voz e guitarra) e F. Dória (bateria), R. Tramontin (baixo) e A. Stefanovitch (teclados).

As composições são fortemente inspiradas em bandas como Uriah Heep, Jethro Tull, Lynyrd Skynyrd e Deep Purple. Temos riffs de guitarra com aquele drive vintage, muitos teclados e uma cozinha simples, mas bastante presente. Já a produção segue a linha “fita K7”, na tentativa de emular um som “das antigas”.

É louvável o fato de a banda não apenas fazer esse tipo de música nos dias de hoje, mas de buscar também uma abordagem diferenciada e peculiar. O Kappa Crucis, assim, demonstra que tem muita personalidade e faz o que ama, sem se importar com mais nada.

E eles se saem muito bem em algumas faixas como “The Braves and the Fools”, “Strange Soul” e “What Comes Down”, possivelmente as mais interessantes do disco. As melodias de voz, no entanto, não chegam a impressionar e as faixas geralmente são longas e repetitivas demais.

De qualquer maneira, “Rocks” é divertido e, no mínimo, curioso. Embora seja indicado para todos, é preciso entender e se identificar com a proposta da banda. Assim, o Kappa Crucis deve agradar mesmo os mais saudosistas, que já passaram dos 40 anos de idade.

Kappa Crucis – Rocks

2014 – Som do Darma

01. What Comes Down
02. Mecathronic
03. School Of Life
04. Invisible Man
05. Strange Soul
06. Flags And Lies
07. Nobody Knows
08. Between Night And Day
09. When The Legs Are Wheels
10. The Braves And The Fools

Fonte: Rock Online