Resenha: Nightwish – Endless Forms Most Beautiful

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Os fãs de Nightwish esperaram ansiosos o lançamento de “Endless Forms Most Beautiful”, álbum que marca uma nova era na carreira do grupo, agora contando com a já bem conhecida Floor Jansen nos vocais. Mas esta não é a única mudança. Agora a banda conta com o gaitista Troy Donockley, oficializado como membro do Nightwish, e o baterista Kai Hahto, provisoriamente ocupando o posto de Jukka Nevalainen.

Pomposa sem soar brega, a banda conseguiu produzir um trabalho onde as orquestrações e os corais têm presença marcante, mas sem exageros, pecado bem comum entre as bandas de metal sinfônico, principalmente naquelas que ainda abusam dos teclados e sintetizadores. São 78 minutos de música divididos em 11 faixas, sem contar as edições com CD instrumental e um terceiro CD orquestrado.

A ilustre narração do biólogo e escritor Richard Dawkins em “Shudder Before the Beautiful” abre o disco, seguida de uma sequência orquestrada que logo ganha a adição de peso da guitarra de Emppu Vuorinen. Floor inicia com vocal suave que vai crescendo e ganhando força no decorrer da canção. Vuorinen presenteia os fãs com um belo e curto solo, acompanhado pelo dono da banda, Tuomas Holopainen.

Em “Weak Fantasy” Floor está um pouco mais solta e diversifica mais seu modo de cantar, indo do suave ao agressivo e se mostrando a escolha acertada para o posto que ocupa. Esta é uma faixa um pouco mais pesada que sua antecessora, o que deve agradar aos fãs que preferem o lado mais metal e direto da banda. Vale destacar o vocal competente de Marco Hietala que dá o ar da graça nesta faixa.

Aquele clima fantasioso e que remete aos primeiros trabalhos do grupo está presente na já bem conhecida “Élan”, primeiro single oficial do disco. Nesta, Troy Donockley mostra o porquê de sua adição com uma bela melodia. Ainda que tenha um riff interessante e pesado, esta é uma das faixas mais pop do repertório.

A orquestração manjada de “Yours is an Empty Hope” quase estraga a canção, que é salva pelo riff que vem na sequência e, mais uma vez, pela dobradinha de Floor e Hietala. Outra faixa que faz lembrar trabalhos do início da carreira da banda é “My Walden”, mas as diferentes passagens durante a canção fazem desta uma das mais legais do repertório.

Vinte e quatro minutos é o tempo de duração da última faixa, “The Greatest Show on Earth”. A música, dividida em cinco partes, tem ótimos momentos, mas parece um pouco exagerada demais em sua megalomania.

Vale dizer que a banda caprichou no trabalho gráfico, com belos desenhos ilustrando as páginas do encarte.

Hoje o Nightwish é, provavelmente, o maior nome do metal sinfônico em atividade. Talvez esteja na hora de reorganizar essa balança que pende mais para o sinfônico do que para o metal. Mas se tem uma coisa a se louvar nesse disco, é que aqueles vocais operísticos acabaram de vez.

Nightwish – Endless Forms Most Beautiful

2015

Nuclear Blast

01. Shudder Before the Beautiful
02. Weak Fantasy
03. Elan
04. Yours is an Empty Hope
05. Our Decades in the Sun
06. My Walden
07. Endless Forms Most Beautiful
08. Edema Ruh
09. Alpenglow
10. The Eyes of Sharbat Gula
11. The Greatest Show on Earth

Fonte: Rock Online