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Vai ficar mais caro para nós que ouvimos musica online e assistimos NetFlix

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Pois é meus Amigos, esta cada dia mais difícil conviver com os sucessivos aumentos de impostos deste nosso governo. Depois da água, luz, combustíveis,alimentos e tantos outros itens essenciais do nosso dia a dia,  em setembro a Câmara aprovou o projeto de lei complementar 366/2013, que estende a cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) a setores que ainda não eram tributados, como os serviços que vendem conteúdo pela internet. Na prática, isso significa que suas assinaturas da Netflix e do Spotify deverão ficar ligeiramente mais caras nos próximos meses.

Em resumo, o governo não sabe poupar dinheiro e a população que pague o pato desembolsando mais impostos.

Walkman completa 35 anos

Matéria postada originalmente no site Rock Online

walkman

O Walkman completou essa semana 35 anos. Você, que tem menos de 30, talvez nem saiba o que é isso. Ele foi tudo o que dizem que o iPod foi: revolucionou a forma de ouvir música.

Antes dele, só se ouvia fita cassete (o formato popular da época, sem contar o vinil) no carro ou em casa. Não era possível levar a música por aí, para um passeio. A única alternativa era andar com um Boombox, aqueles estéreos enormes, apoiado no ombro. Mas isso não era nem muito prático, nem muito seguro, obviamente, caso você não fosse o dono da quebrada.

O toca-fitas portátil lançado pela Sony em 1979 foi revolucionário, mas curiosamente, não um precursor da música portátil. Em 1954 chegou ao mercado o Regency TR-1, um rádio portátil de qualidade questionável, que chegou a vender 150 mil unidades. Mas ele era apenas um rádio.

Foi só com o Walkman da Sony que se pôde ouvir uma fita cassete – uma seleção própria de músicas, inclusive – na rua, no caminho para casa ou de casa para o trabalho. Virou uma verdadeira febre nos anos 80 e 90.

Vale comentar um detalhe da pré-história do Walkman. Antes de lançar o tocador portátil, a própria Sony já tinha um aparelho que possuía essa função. Ou quase. Lançado em 1977, o Pressman era um gravador de voz portátil, usado por jornalistas e escritores entre outros. Obviamente ele não tinha fones de ouvido, já que sua função principal era gravar – entrevistas, conversas, ditados.

E como surgiu o Walkmam? A história envolve um desejo pessoal de um dos donos da Sony, Masaru Ibuka. Ela queria um aparelho para ouvir música – clássica e ópera, no caso – em suas viagens de avião. O ano era 1978 e uma solicitação foi feita à equipe de desenvolvimento da empresa. O Walkman é basicamente um Pressman, sem a função de gravar, com um amplificador estéreo e fones de ouvido. O resultado ficou tão bom que Ibuka sugeriu que a Sony lançasse o aparelho comercialmente. Foi um sucesso.

Uma série de outras marcas de toca-fitas portátil surgiu depois do Walkman, mas o aparelho da Sony se tornou uma referência. Tanto que seu nome acabou associado culturalmente, na boca do povo, com sua função. Todos queriam ter um Walkman.

O primeiro modelo

O primeiro Walkman foi o TPS-L2 que chegou às lojas japonesas no dia 01 de julho de 1979 pela bagatela de US$ 150,00 – uns mil reais nos dias de hoje. As 30 mil unidades esgotaram em cerca de 30 dias. Ele chegou aos EUA quase um ano depois, em junho de 1980. O aparelho funcionava com duas pilhas AA. As comuns tinham durabilidade de 2h e 30 minutos. As alcalinas chegavam a durar 8 horas.

O Discman, o Video Walkman e o MiniDisc Walkman

Com o lançamento do CD, a Sony precisou modernizar seu aparelho. O Discman tinha a mesma função do Walkman só que tocava CDs. O primeiro modelo chegou ao mercado ainda em 1984. Mas o Discman só se popularizou nos anos 90, quando o CD ficou barato e, portanto, popular.

A Sony lançou outros produtos na mesma linha e com a mesma proposta do Walkman, apenas acompanhando os avanços tecnológicos. O Video Walkman foi lançado em 1989 e tocava vídeos em 8mm e tinha receptor de VHF e UHF. Possuía bateria recarregável. O MiniDisc Walkman saiu em setembro de 1992, tocando o CD compacto conhecido pelo mesmo nome. Não foi nenhum sucesso comercial, especialmente por causa dos formatos digitais com os quais passou a competir – o mp3, especialmente.

Todos os aparelhos tocadores de música portáteis da Sony, inclusive os players dos smartphones e aplicativos da empresa, acabaram sendo derivados e evoluções do Walkman de 1979.

A beleza do Walkman foi sua originalidade. Sua capacidade de criar uma experiência até então inédita. Mesmo que fisicamente o Walkman não exista mais, ele será para sempre o verdadeiro revolucionário na forma de ouvir música. Mais sobre o Walkman pode ser encontrado no site www.sonyvintage.com e também no www.walkmancentral.com.