Stone Sour lança videoclipe de "Tired"

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O Stone Sour divulgou nesta quarta-feira (14) seu mais novo videoclipe, “Tired”. A faixa integra a primeira parte de “House of Gold & Bones”, um álbum dividido em dois lançamentos.
Os discos foram gravados no Sound Farm Studios, em Iowa, com o produtor David Bottrill, que já trabalhou com Tool e Muse.
A banda, liderada pelo vocalista do Slipknot, Corey Taylor, lançou recentemente o videoclipe da faixa “Do Me A Favor”, o primeiro ‘single’ oficial do “House Of Gold & Bones – Part 2”.
Assista “Tired” abaixo:

Resenha: Deep Purple: Now What?!

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Se por um lado é como se o tempo não tivesse passado desde “Rapture of the Deep”, lançado em 2005, devido ao entrosamento da banda e à continuidade que “Now What?!” dá à carreira do grupo, por outro lado é fácil dizer que o novo disco do Deep Purple não é para audiências novatas.

É claro que o público mais jovem pode – na verdade, deve – apreciá-lo. Mas “Now What?!” não é um disco feito pensando nos tempos atuais. Nada de modernices tolas nem experimentações que não tem absolutamente nada a ver com a banda. O Deep Purple mostra o rock setentista que sabe fazer de um jeito muito único.

E é por isso que melhor de “Now What?!” é que ele soa como Deep Purple. A afirmação parece estúpida? Mas acredite, há muita banda ‘veterana’ querendo soar moderna e o resultado acaba sendo um disco esquisito (no mau sentido) e fora de contexto. Quem ajudou a garantir isso ao Deep Purple foi Bob Ezrin, responsável pela produção do álbum.

Bob Ezrin – conhecido por ter trabalhado em clássicos do Pink Floyd, Alice Cooper e Kiss, entre outros – precisou ser convencido a produzir o disco. Ele não queria. O renomado produtor recentemente tem trabalhado com artistas mais pop e mais novos. Ele foi a uma apresentação do Deep Purple e depois de ver o grupo fazendo o que chammou de uma “jam progressiva”, ficou encantado. Sua proposta para a banda era fazer um disco nessa linha ou não fazer.

Como a banda embarcou na ideia, ouvimos ecos de rock progressivo – o progressivo peculiar do Deep Purple, óbvio – em faixas como “Out of Hand” ou “Above and Beyond” e em tantas outras. Em todas, sejamos sinceros. Repare especialmente em “Après Vous”: dos seus quase cinco minutos e meio, a maior parte é feita como se a banda estivesse tocando ao vivo. Há uma parte da música que é como um improviso em cima do palco. A energia da faixa, com seus riffs pesados e teclados contundentes, é contagiante.

O disco começa com “A Simple Song”, que se parece com uma balada. Mas não se deixe enganar pelo começo etéreo e calmo da música, pois aos dois minutos ela explode entre riffs e teclados nervosos. Mesmo a balada presente no repertório, “All the Time in the World”, traz essa pegada ‘jam’ citada acima, esse som denso, rico e apaixonado. “Vincent Price” (veja o videoclipe acima), um dos momentos mais ‘comerciais’ do disco quase que não serve para a programação normal de uma FM – seria editada.

Não posso deixar de citar “Uncommon Man” – cujo tema é inspirado na “Fanfare for the Common Man” de 1942 – e “Above and Beyond”, canções que a banda dedicou ao ex-integrante Jon Lord, morto no ano passado. O disco encerra com um delicioso blues rock, “It’ll Be Me”.

 

 Deep Purple: Now What?!

2013
Hellion Records/earMusic

01. A Simple Song
02. Weirdistan
03. Out of Hand
04. Hell to Pay
05. Bodyline
06. Above and Beyond
07. Blood from a Stone
08. Uncommon Man
09. Après Vous
10. All the Time in the World
11. Vincent Price
12. It’ll Be Me

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