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Amon Amarth – Jomsviking (Resenha)

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“Jomsviking” é o título do 10º álbum de estúdio da banda Amon Amarth. Um dos nomes mais cultuados do metal sueco e do death metal melódico, o grupo apresenta neste novo trabalho um disco conceitual e musicalmente mais amplo que registros anteriores. E o resultado dessa pequena mudança é extremamente positivo.

Obviamente mantendo os vikings e a cultura nórdica como tema principal, em “Jomsviking” a banda inclui nas entrelinhas uma história de amor. Pois é, os vikings também amam! Ou amavam. Enfim, a história é, basicamente, sobre um guerreiro apaixonado e desprezado por seu amor que comete um assassinato e é exilado. Daí se desenrola o enredo.

O álbum traz 11 faixas e o principal destaque no contexto geral é a adição de uma sonoridade muito mais melódica ao típico som do grupo, graças às guitarras de Olavi Mikkonen e Johan Söderberg. Também há variações nos vocais de Johan Hegg, que altera o modo de cantar deixando a voz mais limpa em alguns momentos.

Outra mudança a ser citada é que “Jomsviking” não conta com o baterista Fredrik Andersson, que deixou o grupo no ano passado. Quem assumiu as baquetas como convidado foi Tobias Gustafsson, que mostra toda sua destreza em momentos extremos e adiciona novos elementos ao lado de Ted Lundström.

“First Kill”, faixa já divulgada anteriormente pelo grupo, abre o repertório mostrando que o Amon Amarth não perdeu sua força com essas pequenas mudanças. Já a faixa seguinte, “Wanderer”, talvez soe pouco agressiva para os vikings de plantão. Mais melódica, a música tem uma introdução com as guitarras dobradas e um riff quadradrão e por isso mesmo mais empolgante.

Já “On a Sea of Blood” tem um riff inicial que remete às bandas alemãs de thrash metal e segue no mesmo esquema durante os versos, ganhando um pouco mais de melodia em trechos intermediários.

Pessoalmente prefiro os momentos mais melódicos do disco. Por isso mesmo “One Thousand Burning Arrows” se tornou uma das minhas preferidas, justamente por fugir um pouco do esquema extremo mais padrão do grupo.

Mas se tem uma faixa que chama atenção no disco é “A Dream that Cannot Be”, nem tanto pela música em si, ainda que seja uma boa composição. O principal atrativo é a convidada especial que canta na música: Doro Pesch. A rainha do metal soma seu talento e experiência ao trabalho do Amon Amarth e mesmo não sendo algo espetacular, é algo que vale a atenção.

Justamente pela leve mudança no direcionamento musical, este é um disco que tem material bom o bastante para atrair novos admiradores ao trabalho do Amon Amarth. E o bom é que essa adição de melodias não prejudica o que desde o início atrai os velhos fãs. Que este seja o novo caminho do grupo.

01. First Kill
02. Wanderer
03. On a Sea of Blood
04. One Against All
05. Raise Your Horns
06. The Way of Vikings
07. At Dawn’s First Light
08. One Thousand Burning Arrows
09. Vengeance is My Name
10. A Dream that Cannot Be
11. Back on Nothern Shores

Fonte: Rock Online

Amon Amarth: First Kill

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“First Kill”, o novo videoclipe dos suecos do Amon Amarth, pode ser conferido a seguir. Produzido pelo Grupa 13 e dirigido por Darek Szermanowicz (Behemoth), o vídeo foi filmado em Gohrweide (Alemanha) e na Varsóvia (Polônia).

Trata-se do primeiro single do novo álbum “Jomsviking”, que será lançado no dia 25 de março, via Metal Blade na América do Norte, e pela Sony Music no resto do mundo.