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Resenha: Doctor Pheabes – Seventy Dogs

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Esta resenha foi publicada primeiramente no site Rock on Stage, e devido a sua qualidade e por expressar a mesma opinião que a minha estou republicando aqui, com os devidos créditos.

Leia a baixo a resenha completa:

Apesar de estarem lançando seu primeiro cd agora em 2013, o embrião do que hoje é o Doctor Pheabes estava presente com Fernando Parrillo guitarra solo ), Eduardo Parrillo guitarra e vocal ), Fábio Ressio baixo ) e Paulo Rogério Ressio ( bateria ) desde 1986, mas com o nome de Tinta Fresca, que em 1992 gravaram seu primeiro LP e chegaram até oDomingão do Faustão, por incrível que pareça. Eles pararam suas atividades e voltaram a tocar juntos com o nome de Pig Head por pouco tempo, mas foi com o nome de Doctor Pheabes que a banda finalmente ganhou a estrada. Isso aconteceu no segundo semestre de 2011 e podemos dizer que o quarteto recebeu sua inspiração de nomes como Led Zeppelin, Lou Reed, AC/DCLynyrd SkynyrdVan Halen Peter Frampton.

    Seventh Dogs, foi gravado, mixado e masterizado no Midas Estúdio entre fevereiro e outubro de 2012 com produção deRenato Patriarca, responsável pelo Sacos Plásticos do Titãs ( Renato ganhou um Grammy Latino em 2009 ). OSeventh Dogs abriu shows do Marcelo NovaKid Vinil e mais recentemente do Capital Inicial em 2013.

 Com latidos de cachorros e riffs de guitarras que entram na medida, o Rock´n´Roll/Hard Rock da faixa título Seventy Dogs entra com os vocais mais graves de Eduardo Parrillo no melhor estilo de nomes como AC/DC Motörhead de ser, porém, com pegada própria que te conquista com facilidade, aliás o refrão é muito bom. Para Let Me Down, o Doctor Pheabes investe em uma ótima linha que combina de forma bem interessante os toques na bateria de Paulo Rogério Ressio com os vocais de Eduardo Parrillo junto com um ritmo de guitarras feito com muita categoria por ele e seu irmão Fernando Parrillo, que resultam em um Rock´n´Roll Pesado e largadão, especialmente na hora dos solos de guitarras a laZZ Top. Com dedilhados lentos que recebem as linhas mais pesadas feitas pelos guitarristas Eduardo Parrillo Fernando Parrillo, Godzilla nos mostra um Rockão dos bons que teve sua inspiração nos anos 70, porém, a forma de cantar de Eduardo Parrillo  com seu vozeirão mais forte – exibe uma marca do Doctor Pheabes. Aliás, na hora dos solos ouvimos guitarras rasgadas e mais pesadas transformando o som de um Rockão Pesadão para um Heavy Metal de alto nível.

    A linha ‘cara de mau’ do som do Doctor Pheabes é tudo que gostamos de ouvir, mas, a banda paulista sabe também como emocionar, como percebe-se na balada Sound, que é cantada com muita habilidade por Eduardo Parrillo ao deixar sua voz menos grave. O ritmo acústico é um feliz destaque desta quarta canção de Seventy Dogs junto ao solo cheio de categoria dos irmãos Parrilho nas guitarras. Hey Mamma e uma sonzeira cujo andamento instrumental e os vocais te conquistam logo nos primeiros versos, pois, Eduardo Parrillo canta com muito feeling em um ambiente criado pelos dois guitarristas. Note como a melodia Hard/Heavy produzida vai crescendo e aumenta a ligação com quem escuta a música.

  Para Where Do You Come FromEduardo Parrillo e Fernando Parrillo enviam longos e brilhantes riffs, que fazem o alicerce necessário para que o irmão vocalista solte seus os vocais e nos convide a participar com alegria da música, além disso não posso deixar de ressaltar também o andamento da cozinha da banda ( com outra dupla de irmãosFábio Ressio no baixo e Paulo Rogério Ressio na bateria ).

    E falando em bateria, após uma marcação nos pratos de Paulo Rogério Ressio temos uma ótima evolução onde novamente os irmãos responsáveis pelas guitarras nos trazem vigorosos solos e merecem os holofotes e quando ouvimos os vocais, Running To The Edge prova porque é uma das melhores músicas deste Seventy Dogs e como você irá admirá-la na primeira audição.

    Depois de uma sonzeira onde a banda exibiu uma sequencia virtuosa nas guitarras, nada mais justo que dar uma acalmada, não é? E em Lost Girl, temos uma balada dotada de vocalizações emocionantes devidamente embasadas em uma excelente melodia e um andamento praticamente acústico, exceção feita apenas para aquele indefectível e grandioso solo de guitarra, que não poderia faltar para agradar ainda mais a quem ouve o disco.

 Com Suzy recebemos solos de guitarras mais fortes e com algumas distorções, entretanto isso até que Eduardo Parrillo cante, pois daí para diante o ritmo fica ainda melhor e nos cativa ainda mais, isso tudo porque o Doctor Pheabes nos envia um ‘Metalzão’ cheio de energia. Quando eles aceleram o seu andamento, criaram momentos que são ainda melhores na fina arte de tocar guitarra, e aí meu amigo(a) quem gosta de um som feito como está nas escrituras sagradas do Heavy Rock aprecia e viaja. Para bater o martelo, este ótimo disco de estreia do Doctor Pheabes guarda ainda Just Want To Live Forever, que exibe uma apurada habilidade que lembrou-me na hora do Lynyrd Skynyrd pelos solos que te conduzem cada vez mais longe e a entrega que Eduardo Parrillo faz nos seus vocais.

    Seventy Dogs, com suas sonzeiras ‘estradeiras’ que são sustentadas nas guitarras é um maravilhoso álbum que marca digamos o ‘nascimento’ de uma trupe que mergulhou com competência no melhor Hard´n´Heavy. O Doctor Pheabes irá conseguir brilhar rapidamente com este trabalho, pois talento eles possuem de sobra. Não é por acaso que a banda está entre as atrações do Monsters Of Rock de 2013.

Fonte: Rock On Stage

Doctor Pheabs – Seventy Dogs

Independente 

2013