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Resenha: Epica – The Quantum Enigma

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Não podemos negar que o Epica é uma banda sobrevivente. Apesar de ter surgido depois do estouro das bandas que mesclavam metal e gótico com orquestrações, suas raízes estão fincadas nessa época, já que nasceu das cinzas do After Forever. Por isso ainda é louvável que a banda continue mais ou menos neste caminho, inclusive com a utilização de alternância de vocais femininos e masculinos, o que ficou conhecido como “a bela e a fera”.

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Enquanto algumas bandas se tornaram extremamente pop, como o Within Temptation, ou abraçaram uma sonoridade para agradar o mercado norte-americano, como o Lacuna Coil, o Epica mantém, disco após disco, o instrumental pesado, coros e uma certa grandiloquência nas orquestrações elaboradas. Às vezes, pomposas demais.

“The Quantum Enigma” é o sexto álbum na discografia da banda e traz tudo isso que os fãs esperam e realmente gostam na banda. Pode-se dizer que é um álbum dramático e essa dramaticidade se dá principalmente pelo clima criado com as orquestrações, desde a faixa de abertura, “Originem”.

A produção deste disco deve ter sido algo muito, muito trabalhoso. Além do coro de 16 vozes, há violoncelos, violas e violinos. No disco isso é tudo muito bem vindo, mas e ao vivo? Enfim, o primeiro destaque do disco é a terceira faixa, “The Essence of Silence”.

Depois de bela introdução ao violino, as guitarras, baixo e bateria entram com uma sequência quase prog metal que antecede o vocal gutural de Mark Jansen e em seguida Simone Simmons cantando alto.

Há músicas extremamente agressivas no disco, como a boa “Victims of Contingency”, que eu arrisco a dizer que esbarra no death metal, principalmente nas partes do vocal gutural. Quem prefere uma música mais cadenciada, vai curtir “Sense Without Sanity – The Impervious Code”, que apresenta um riff mais quadradrão.

No meio da audição, chama atenção a faixa “The Fifth Guardian – Interlude”, que começa com uma melodia que parece saída de um disco do Kitaro. Belo momento instrumental do disco que contrasta com a porrada que sem na sequência, sem trégua: “Chemical Insomnia”.

“The Quantum Enigma” é um disco longo. Das 13 faixas da edição padrão em CD, oito delas tem mais de cinco minutos de duração, sendo que a faixa-título tem quase 12 minutos. O álbum também está disponível com diversos bônus dependendo da edição: digital, digipack, CD japonês, earbook, etc.

Este é um disco que reafirma a posição da banda dentro do universo do metal sinfônico. O que certamente vai agradar aos fãs do estilo.

Epica – The Quantum Enigma

2014 – Nuclear Blast

01. Originem
02. The Second Stone
03. The Essence of Silence
04. Victims of Contingency
05. Sense Without Sanity – The Impervious Code
06. Unchain Utopia
07. The Fifth Guardian – Interlude
08. Chemical Insomnia
09. Reverence – Living in the Heart
10. Omen – The Ghoulish Malady
11. Canvas of Life
12. Natural Corruption
13. The Quantum Enigma – Kingdom of Heaven Part II

Resenha: Anette Olzon – Shine

Anette olzon

Não é de hoje que um(a) vocalista entra em uma banda para substituir outro, e acabe tendo que mudar o seu estilo para se adaptar a sonoridade da banda. Com Anette não foi diferente. As diferenças entre ela e Tarja são gritantes e era clara a dificuldade de Anette em cantar as musicas do Nightwish.

Agora em carreira solo ela esta tendo a oportunidade de mostrar o seu estilo, tanto de cantar quanto o de compor.

Shine é um álbum interessante, longe do estilo do Nightwish é claro, (ou de um álbum de “Metal”) mas o sentimento que ele transmite é muito verdadeiro. Não espere musicas pesadas com solos elaborados e coisas do gênero. (Até por que não acho que esse seja o objetivo deste álbum) Shine é um álbum introspectivo, há musicas que nos faz pensar sobre algumas atitudes e de como poderíamos encarrar a vida de uma maneira mais plena. (tá essa última parte posso ter exagerado, mas cheguei a pensar sobre isso kkkk).

Anette optou por ficar em sua zona de conforto, sem ousar muito nas melodias e na construção das musicas. As faixas “Shine” e “Lies”(que inclusive conta com videoclipe) são as que mais se aproximam de algo relacionado a metal symphonico. Uma faixa que não poderia deixar de citar é a “Falling”, que trouxe alguns elementos que fogem um pouco do contesto do álbum, mas mesmo assim faltou um pouco mais capricho nas finalizações.

Lembram-se de Tarja em seu primeiro álbum solo? Então Anette também está a procurando de um estilo próprio. Pode ser que em próximos trabalho ela mostre mais do que pode ser capaz. (desde que esteja bem assessorada neh)

Por: Henrique Campos

Anette Olzon – Shine

2014

01 – Like A Show Inside My Head
02 – Shine
03 – Floating
04 – Lies
05 – Invincible
06 – Hear Me
07 – Falling
08 – Moving Away
09 – One Million Faces
10 – Watching Me From Afar

 

 

 

Resenha: Almost Human – Ø

almost human-o

O Almost Human é uma banda Suiça que ficou algum tempo em hiato e retornou em 2012 com este EP Ø, com um encarte extremamente bem feito, e com uma impressão em papel de ótima qualidade.

Ø conta com 5 faixas que trazem uma sonoridade agressiva, e com uma levada mais moderna, usada por bandas como In Flames, Slipknot, entre outras do gênero. No geral este álbum não nos revela nada que outras bandas já não tenham feito, mostrando que a banda ainda esta a procura de sua identidade. Mas faixas como Normosis podem dizer que a banda tem certo potencial. O que me chamou a atenção foi o toque sombrio em todas as faixas, incorporando uma identidade ao EP ligando as faixas.

No geral este EP, tem uma qualidade razoável para uma banda até então desconhecida, e pode revelar grandes trabalhos num futuro próximo.

Almost Human – Ø

2012 – Independent

Suiça

Faixas:

  1. Living Wreck
  2. Morning Star
  3. Obey Consume Or Disaper
  4. Normosis
  5. Each Of Us

Integrantes:

Ben Pluss – vocal
Chris Matthey – guitarra
Olivier Perdrizat – guitarra
janeiro Peyer – baixo
Rosario Fullone – bateria

Resenha: Within Temptation – Hydra


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Resenha: Almah – Unfold

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O Almah sempre foi uma banda respeitada e querida na cena metálica nacional, ainda que o foco do vocalista Edu Falaschi estivesse sempre voltado para o Angra no período em que ele integrou as duas bandas simultaneamente. Mas agora o Angra é passado na vida de Edu e isso fez muito, muito bem para ele e para o Almah.

“Unfold”, o quarto álbum do grupo, traz uma proposta bastante interessante e original. É claro que temos ainda alguma influência do Angra (a balada “Warm Wind” e a rápida “Believer”, por exemplo) e do próprio passado do Almah aqui. O repertório, porém, é variado e uma mistura de tudo isso, mas com uma pegada mais moderna e visceral – que pode ser comprovada na trinca de abertura “In My Sleep”, “Beware the Stroke” e “The Hostage”.

“Raise the Sun” é uma faixa típica de power metal com um toque sinfônico, e a longa “Treasure of Gods” é outra que vai fazer a alegria de todos. Já a pesada “Cannibals In Suits” vai dividir opiniões e “Wings of Revolution”, pretensiosamente comercial, é mesmo indefensável e um dos pontos negativos do disco. O encerramento com “Farewell” também é bastante sem graça, mas não chega a comprometer.

De todo modo, “Unfold” é inspirado, mas também agressivo, complexo e técnico. Nesse quesito, todos os louros vão para o baterista Marcelo Moreira, que novamente mostra uma performance impecável. A formação se completa com os guitarristas Marcelo Barbosa e Gustavo Di Padua, além do baixista Raphael Dafras. O próprio Falaschi deixou de lado grande parte da afetação e está muito melhor do que em seus tempos de Angra. Uma mudança de foco bastante bem-vinda em todos os sentidos.

Almah – Unfold

Substancial Music

Lançamento: 2013

01. In my Sleep
02. Beware the Stroke
03. The Hostage
04. Warm Wind
05. Raise the Sun
06. Cannibals in Suits
07. Wings of Revolution
08. Believer
09. I Do
10. You Gotta Stand
11. Treasure of the Gods
12. Farewell

Fonte: Rock Online

Resenha: Axel Rudi Pell – Into the Storm

Axel Rudi Pell - Into the Storm

Ainda que nunca tenha chegado ao mainstream, o guitarrista alemão mantém firme a sólida trajetória da banda que leva seu nome, iniciada em 1989. “Into the Storm” já é seu 16º álbum de estúdio.

A formação da banda de Axel Rudi Pell continua estável, contando desde 1997 com o vocalista Johnny Gioely (desde 1997) e com o tecladista Ferdy Doernberg (teclados), sem falar no baixista Volker Krawczak, companheiro de Axel Rudi Pell desde 1984, quando integraram o Steeler alemão.

A única novidade está nas baquetas, e a troca sugere que Axel não se incomoda com bateristas que gostam de se mostrar: saiu Mike Terrana para a entrada do experiente Bobby Rondinelli (cuja carreira extensa conta com passagens por Blue Öyster Cult, Quiet Riot, Black Sabbath, Doro e outros).

Axel Rudi Pell é comumente lembrado por seguir as influências de Ritchie Blackmore (Deep Purple). Já gravou várias covers do seu ídolo, como “Mistreated”, “Stargazer”, “Temple of the King” e aqui apresenta “Way to Mandalay” como faixa bônus. Esta composição faz parte da atual fase de Blackmore, onde, ao lado de sua esposa Candice Night, toca música medieval.

Esta versão começa com violino (tocado por Leonor Bloch) e outros instrumentos acústicos, mas cresce e incorpora os demais elementos elétricos, resultando num rock bem mais agradável de se ouvir do que a gravação original. Aliás, se Blackmore não tivesse sido tão radical em suas opções musicais nos últimos quinze anos, provavelmente estaria lançando disco soando dessa forma. Ou como “Burning Chains”, quarta faixa de “Into the Storm”, muito calcada na fase Rainbow de Blackmore. Não é à toa, além disso, que Bobby Rondinelli (ex-Raimbow) está agora na banda.

Mas “Into the Storm” vai além do legado Blackmore. Os riffs soam agressivos e os solos de guitarra se destacam pela velocidade, em faixas como “Tower of Lies”. Em outras, primam pela sutileza, vide a instrumental “White Cats (Opus #6 Scivolare)”.

Elementos orientais invadem os mais de dez minutos da épica canção-título, levada em ritmo cadenciado, como uma embarcação navegando pelos mares em guerra, tema de suas letras. A pouca variação nas harmonias reforça o clima de sacrifício. “Long Way to Go” poderia ser a sequência dessa estória, porém com uma embalagem bem mais leve, quase pop.

Axel Rudi Pell sempre adorou baladas, por isso já lançou quatro coletâneas intituladas “The Ballads”. Neste lançamento, essa veia romântica aparece na mediana “When Truth Hurts” e no belo início da longa “Touching Heaven”. Essa predileção por músicas lentas deve ter pesado na época em que recrutaram o vocalista Johnny Gioely. A voz do nova-iorquino tem um quê de melancólico, comparável com a de Robin McAuley (McAuley Schenker Group). Essa característica é bem aproveitada nas melodias de “High Above” e na versão mais densa e chorosa já registrada para “Hey Hey My My”, de Neil Young.

O baixo de Volker Krawczak ressoa nas músicas com destaque, e junto aos teclados de Ferdy Doernberg (ex-Rough Silk), compõem uma interessante base para os demais companheiros. Bobby Rondinelli tem uma pegada firme e consegue a proeza de fazer cada batida ser ouvida sem se misturar com as demais, provando que foi uma ótima escolha para o lugar de Terrana.

A incrível ilustração da capa é obra do ilustrador inglês Martin McKenna. A produção ficou a cargo do próprio Axel Rudi Pell e do renomado Charlie Bauerfeind. Todas as faixas e letras foram compostas por Axel, exceto “Hey Hey My My” (Neil Young) e “Way to Mandalay” (Blackmore e Candice Night).

Axel Rudi Pell – Into the Storm

SPV/ Steamhammer

Lançamento: 2014

01. The Inquisitorial Procedure
02. Tower of Lies
03. Long Way to Go
04. Burning Chains
05. When Truth Hurts
06. Changing Times
07. Touching Heaven
08. High Above
09. Hey Hey My My
10. Into the Storm

Fonte: Rock Online

Resenha: Primal Fear – Delivering the Black

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Uma das duplas mais proativas e apaixonadas pelo Metal está de volta. Claro, estamos falando do vocalista Ralf Scheepers (famoso por sua passagem pelo Gamma Ray) e do baixista Mat Sinner (conhecido pelo Sinner e por ter produzido um monte de outras bandas).

Eles são o motor do Primal Fear, que começou de forma até que despretensiosa no final da década de 1990, mas se estabeleceu como uma das bandas mais fiéis e atuantes do heavy metal. Claro que aqui não existe nada novo nem original. Afinal, o Primal Fear não se importa com isso. Desde a arte da capa, até os timbres usados e o jeitão das melodias e riffs, tudo se repete.

O curioso é que, mesmo que teoricamente o grupo se apoie em todos os clichês possíveis do metal, ao longo dos anos esse direcionamento tão claro e indesviável escolhido no início da carreira deu a eles uma sonoridade bastante própria.

Além disso, a energia de Scheppers e Sinner parece que jamais vai se esgotar e “Delivering the Black” é mais uma amostra disso. A performance do vocalista, inclusive, continua de altíssimo nível e ele não foge de nenhum agudo mesmo já beirando os 50 anos de idade.

O repertório é de certa forma simples e bastante familiar aos ouvidos dos headbangers tradicionais, mas ao mesmo tempo a execução das composições exige técnica e nunca soa datada. Essa talvez seja a mágica do Primal Fear.

E claro, com tanta coesão e coerência, fica difícil mencionar destaques. Mas é impossível ficar imune diante das rápidas “Rebel Faction” e “Inseminoid”, da contagiante “Alive and On Fire” e de “Never Pray For Justice”, que tem aquela pegada no melhor estilo Judas Priest.

A curiosidade fica por conta da passagem étnica no meio de “When Death Comes Knocking” e os pontos negativos são “One Night In December” (longa demais) e a balada “Born with a Broken Heart”.

Primal Fear – Delivering the Black

Frontiers Records

Lançamento: 2013

01. King For A Day
02. Rebel Faction
03. When Death Comes Knocking
04. Alive and On Fire
05. Delivering The Black
06. Road To Asylum
07. One Night In December
08. Never Pray For Justice
09. Born with a Broken Heart
10. Inseminoid

Fonte: Rock Online

Resenha: Andragonia – Memories

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A banda Andragonia foi formada em 2007 e em 2010 lançou seu primeiro álbum “Secrets in the Mirror” que alcançou grande repercussão na mídia e entre o público.

Agora em 2012 a banda lançou “Memories”. Um álbum que ainda traz a sonoridade proposta pela banda em Secrets is the Mirror, porém de uma forma mais madura e acessível, pois o rock progressivo ainda enfrenta um pouco de resistência entre a maioria das pessoas, devido um pouco, a sua complexidade.

A banda agregou novos elementos a sua sonoridade como, elementos do Death Metal, Vocais mais rasgados como na faixa “Faith Drow­ned into Pain”, teclados mais trabalhados e harmoniosos como na faixa “Scre­a­ming Silence”. Mas muitos dos elementos que caracterizam o som do Andragonia ainda estão presentes. Como a incessante quebrada de compassos e mudanças de seguimento.

A única faixa que eu achei que seria dispensável é a faixa bônus, que é um cover do tema de Dragon Ball GT. A banda optou pela versão em inglês, mas mesmo assim a impressão que dá é que faltou uma produção e um pouco mais de requinte na gravação desta faixa.

Memories não é um álbum que destaca no gênero Progressivo, mas vale a pena conferir.

 

Andragonia – Memories

2012

Independente

 

Faixas:

1. Jake’s Dream (4:25)

2. Hard to Bre­ath (3:51)

3. Betrayed By The Heart (4:03)

4. Faith Drow­ned into Pain (4:13)

5. Scre­a­ming Silence (4:18)

6. Threshold (4:20)

7. Touch of Seduc­tion (2:48)

8. Memo­ries (3:24)

9. Another Time (3:41)

10. Ready To Fly (4:43)

11. Meet Again (3:17)

12. When silence meets the sor­row (3:39)

13. Voice Within (3:04)

14. At my Side (3:18)

15. Gui­tar Flash (Bonus Track) (3:43)

16. Galaxy Tou­ring DBGT Ver­sion (B (3:29)

17. Catch your Fall [Bonus Europe] (4:07)

Resenhas: Panzer Fest 2 – Um evento de sucesso em sua segunda edição.

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Após o sucesso da primeira edição do PANZER FEST, a banda anuncia a segunda edição do evento.

O PANZER FEST 2 acontecerá no dia 7 de Dezembro, a partir das 18Hs no Clash Club, em São Paulo. Esta segunda edição do evento contará com as bandas: FIRE STRIKE, KAMBOJA, EXECUTER, PANZER e VULCANO.

Um vídeo com todas as informações do evento foi produzido e pode ser assistido aqui:

O Panzer Fest recebeu excelentes críticas e mostrou que é sim possível fazer festivais de qualidade, com respeito às bandas e ao público, contando apenas com grupos nacionais. Confira algumas resenhas:

“A música pesada produzida neste país foi, é e sempre será única. Como o meu amigo Sérgio Baloff, vocalista do Headhunter DC, comenta, temos o “Typical Brazilian Metal”, algo que fulano ou beltrano jamais tirará de nós, pois é nato. Assim como o é nos demais lugares deste mundão metálico que nos cerca. Eu sou daqueles que se aproxima dos seus semelhantes, por conta disso prefiro chegar junto da turma do tirando-o-traseiro-da-cadeira-para-fazer-alguma-coisa-ao-invés-de-buscar-culpados. O bom é que não interessa o tamanho de sua ação, mas o que te leva a realizá-la. Quer um exemplo classe A? O PANZER FEST.” – Whiplash! Um vídeo com todas as informações do evento foi produzido e pode ser assistido aqui:

O Panzer Fest recebeu excelentes críticas e mostrou que é sim possível fazer festivais de qualidade, com respeito às bandas e ao público, contando apenas com grupos nacionais. Confira algumas resenhas:

“A música pesada produzida neste país foi, é e sempre será única. Como o meu amigo Sérgio Baloff, vocalista do Headhunter DC, comenta, temos o “Typical Brazilian Metal”, algo que fulano ou beltrano jamais tirará de nós, pois é nato. Assim como o é nos demais lugares deste mundão metálico que nos cerca. Eu sou daqueles que se aproxima dos seus semelhantes, por conta disso prefiro chegar junto da turma do tirando-o-traseiro-da-cadeira-para-fazer-alguma-coisa-ao-invés-de-buscar-culpados. O bom é que não interessa o tamanho de sua ação, mas o que te leva a realizá-la. Quer um exemplo classe A? O PANZER FEST.” – Whiplash! http://goo.gl/U4WXl

“O Panzer Fest foi sem dúvida algo estrondoso e somente quem estava no local pode compreender a energia da qual estou falando e que foi passada ao público com cinco bandas muito bem preparadas, que subiram ao palco não somente para levantar a bandeira do nosso país como para demonstrar que estão no mesmo nível de bandas estrangeiras. Foi como se o Brasil estivesse assinando sua carta de alforria em relação a dependência de bandas gringas por parte do público, para proporcionar aos fãs do verdadeiro Metal uma noite de extrema diversão e entretenimento.” – Heavy Nation http://goo.gl/bkkmj

“Por fim, tivemos um festival muito bem organizado e com bandas de altíssima qualidade escolhidas a dedo em nosso cenário nacional. Esperando que definitivamente este entre para a agenda de festivais dos próximos anos, para que o público com sede de bandas brasileiras possa comparecer e cada vez mais contribuírem para que nossa cena continue e aumente cada vez mais.” – Rock Express http://goo.gl/qU9gS

“Falando em qualidade, foi isso que se ouviu durante todo o evento pelas pessoas que elogiaram tamanha organização. Impressionante como tudo funcionou de forma correta: cronograma fixado nas paredes dos camarins para melhor atender a imprensa e com os horários respeitados a risca pelas bandas, equipe de palco fazendo com que a troca de equipamentos fosse bem rápida. Isto sem contar com a equipe de iluminação e de som, que deixaram tudo adequadamente satisfatório – os logotipos das bandas e das marcas que apoiaram o festival foram mostrados em projetores digitais. Aparelhagem digna de grandes eventos, camarins reservados para no máximo duas bandas juntas e um som límpido que saía dos PA’s. Como se isso não bastasse, vale mencionar a localização e fácil acesso que a casa proporciona, além da boa acústica e espaço.” – Roadie Crew http://goo.gl/bTWkh

“O Panzer Fest foi sem dúvida algo estrondoso e somente quem estava no local pode compreender a energia da qual estou falando e que foi passada ao público com cinco bandas muito bem preparadas, que subiram ao palco não somente para levantar a bandeira do nosso país como para demonstrar que estão no mesmo nível de bandas estrangeiras. Foi como se o Brasil estivesse assinando sua carta de alforria em relação a dependência de bandas gringas por parte do público, para proporcionar aos fãs do verdadeiro Metal uma noite de extrema diversão e entretenimento.” – Heavy Nation http://goo.gl/bkkmj

“Por fim, tivemos um festival muito bem organizado e com bandas de altíssima qualidade escolhidas a dedo em nosso cenário nacional. Esperando que definitivamente este entre para a agenda de festivais dos próximos anos, para que o público com sede de bandas brasileiras possa comparecer e cada vez mais contribuírem para que nossa cena continue e aumente cada vez mais.” – Rock Express http://goo.gl/qU9gS

“Falando em qualidade, foi isso que se ouviu durante todo o evento pelas pessoas que elogiaram tamanha organização. Impressionante como tudo funcionou de forma correta: cronograma fixado nas paredes dos camarins para melhor atender a imprensa e com os horários respeitados a risca pelas bandas, equipe de palco fazendo com que a troca de equipamentos fosse bem rápida. Isto sem contar com a equipe de iluminação e de som, que deixaram tudo adequadamente satisfatório – os logotipos das bandas e das marcas que apoiaram o festival foram mostrados em projetores digitais. Aparelhagem digna de grandes eventos, camarins reservados para no máximo duas bandas juntas e um som límpido que saía dos PA’s. Como se isso não bastasse, vale mencionar a localização e fácil acesso que a casa proporciona, além da boa acústica e espaço.” – Roadie Crew http://goo.gl/bTWkh

Mais informações:
https://www.facebook.com/panzermetal

Fonte: Metal Media

Resenha: Werewolf – Lecher

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A banda tem uma sonoridade bem interessante e diversificada, com um instrumental totalmente calcado no metal clássico e no NWOBHM, com ótimas guitarras dobradas, baixo pesadão e pulsante, e uma bateria que, se não é das mais técnicas, compensa pela energia passada ao ouvinte. È tudo, no geral, bem direto, mas a banda também apresenta momentos instrumentais mais trabalhados bem interessantes.
Contudo, o grande diferencial no som dos caras são os vocais de Juliano Costa, que seguem uma linha mais rasgada, fugindo dos padrões do estilo, com claras influências de alguns vocalistas de bandas de death metal, lembrando inclusive o saudoso mestre Chuck Schuldiner, na fase do álbum “The Sound of Perseverance”.

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Sobre as faixas, todas são muito boas, em especial a abertura “Twilight of Prophecy Heroes”, que tem uma introdução longa e ótimas linhas vocais, e a faixa que dá nome ao EP, que mostra bem todo o poder de fogo do quinteto.

A produção do material não é das melhores, e deverá ser melhorada para futuros lançamentos oficiais da banda, o que fatalmente deixará sua sonoridade ainda mais interessante.

Aguardemos pelo primeiro disco dos caras pois, pelo que ficou aqui evidenciado, teremos algo de muita qualidade pela frente.

Werewolf – Lecher
EP – Independente

Diego Alquezar (guitarra)
Marcelo Machado (bateria)
Rodolfo Nekathor (baixo)
Sérgio William (guitarra)
Juliano Costa (vocais)

Track list

1.Twilight Of Prophecy Heroes
2.Vampire
3.Heavy Battle
4.Werewolf

 

Fonte: Whiplash

Resenha: Valfreya – Path To Eternity

Path To Eternity - Valfreya

O primeiro fator preponderante na sonoridade deste trabalho é o ar obscuro e maléfico que o circunda. Diferentemente da maioria, as composições aqui poderiam soar como a trilha sonora do vilão da história. Mesmo contendo ótimos arranjos e uma boa melodia, o som da Valfreya possui peso e agressividade.
A vocalista Crook investe em vocais rasgados se alternando com narrativas, sussurros e vocais limpos de vez em quando. As linhas de guitarras são ríspidas, porém técnicas, enquanto a cozinha faz seu trabalho necessário. Tudo com arranjos de teclados muito bem encaixados e nada exagerados.

Há também influências da música clássica, porém bem encaixados e dentro do limite, sem tirar o peso necessário. Apesar das belíssimas e épicas Confront Immensity e My Everlasting Star se destacarem, é nas agressivas Inferno e Condemned World que a banda soa mais Black Metal. Não posso deixar de citar também Beyond Illusion, uma das melhores do trabalho.

Enfim, “Path To Eternity” é um bom trabalho de estreia que provavelmente terá uma ótima aceitação na Europa, principalmente nos países nórdicos. Também é inevitavelmente indicado a fãs de Fintroll, Ensiferum e Opera IX.

 

Path To Eternity – Valfreya

Canada – 2012

Genre: Black Metal / Folk Metal
Label: Maple Metal Records

Tracklist:

Path to Eternity (Intro)
Deity’s Grace
Inferno
Beyond Illusions
Ocean’s Assault
Confront Immensity
Condemned World
Alefest
My Everlasting Star
Glorious Death (Outro)

Resenha: Deforme – Mundo Inferno

Deforme - Mundo inferno 2013

Um gênero que sempre foi maldito aqui, mas nos últimos tempos tem se tornado bastante popular e, consequentemente,  vem atraindo público e um grande número de bandas no Brasil é o encontro do Thrash/Death Metal com o Hardcore, ou comumente chamado Deathcore. Com isso, para conseguir um lugar ao sol e não cair na vala comum da grande maioria das bandas, o grupo tem que ter aquele algo a mais, que nem todos conseguem encontrar.

O Deforme conseguiu passar pelo primeiro teste, que foi sua estréia com o disco “Mundo Inferno”, apesar de seus integrantes não serem novatos no assunto, entendendo o vivendo bem todo o entorno do estilo.

A banda começa colocando tudo abaixo com a poderosa faixa-título. “Mundo Inferno” é daquelas músicas que ninguém pode ficar indiferente. Peso absurdo, uma letra que facilmente cola na memória (item importante, mas que nem todos se dão conta disso, principalmente em uma banda que canta em português). Enfim, a escolha perfeita para a música de divulgação e clipe da banda.

Depois as músicas mantêm um mesmo patamar de qualidade, com destaque para “Inocência Roubada” (cujo riff inicial é total Cannibal Corpse), “Você Não Merece a Tatuagem que tem” (título sugestivo. Não?) e “Nunca Desista” (essa uma das letras mais legais do disco).

Para não dizer que tudo são flores, algumas músicas poderiam ter sido mais bem trabalhadas, o que traria uma maior diferenciação entre as faixas, e as letras variam entre excelentes e outras que não passaram de boas idéias, mas que acabaram não alcançando seu objetivo. Ouvindo bem, nota-se que o som do Deforme é perfeito principalmente em cima do palco, pois não deixa a peteca cair em momento algum.

O Deforme está no caminho certo, porém num mar quase infinito de bandas no país, o próximo passo tem que ser ainda maior que este primeiro. Mas dá para acreditar no potencial da banda.

 

Deforme – Mundo Inferno

Against Records

2013

 

Tracklist:

1. Mundo Inferno
2. Destruição
3. Deathblow
4. Inocência Roubada
5. Fudendo Sua Cabeça
6. Você Não Merece A Tatuagem Que Tem
7. Morreu pra Mim
8. Nunca Desista
9. Desespero
10. Inferno da Mente
11. Respeito Verdadeiro
12. Escravo Da Morte
13. Fuck Pedigree
14. FFF

 

Resenha: Turisas – 2013

turisas 2013 capa 2

Após o polido e pomposo “Stand Up And Fight”, o Turisas resolve lançar um álbum mais orgânico e cru, para soar mais seco e direto, segundo as palavras do próprio Mathias Nygård, principal compositor da banda, em publicação no seu site oficial. Uma atitude corajosa, já que “Stand Up And Fight” foi muito bem recebido pela crítica e pelo público.

Os riffs agudos de “For Your Own Good” abrem o caminho para o vocal limpo e recitado. “Ten More Miles” é um autoindulgente hino que conclama os fãs a bradarem o nome da banda. Ambas as faixas soam um tanto chochas, contudo. “Piece by Piece” empolga mais, apesar de ter ritmo mid-tempo como as anteriores. A diferença é que a melodia tem mais agressividade e contrapõe bem o vocal solo com o coro.

Os instrumentos inusitados, que ficaram um pouco ocultos em “Stand Up And Fight”, são os destaques de “Run Bhang-Eater, Run!” que conta até com uma passagem sensual que inclui gemidos e sax. As várias alterações de ritmo e melodia tornam esta a composição mais interessante deste lançamento. E, por falar em instrumentos variados, a lista de músicos convidados é bem extensa, e inclui violoncelo, violino, viola, trompete, coro, orquestra, etc.

“Greek Fire” traz riffs e vocais agressivos e pesados, misturados aos vocais recitados típicos de Nygard, contrastando diretamente com a faixa seguinte, “The Days Passed”, muito melódica e com uma envolvente linha de guitarra de Jussi Wickström.

O característico bom humor e vocais “em que tudo mundo canta” estão presentes na festiva “No Good Story Ever Starts With Drinking Tea”, cujo refrão celebra “alcohol all night long”.
O disco fecha com uma potencial trilha para filme de aventura ambientado na idade média, “We Ride Together”. Seu ritmo cavalgado logo traz à mente cavalos montados por guerreiros portando escudos e espadas, ainda mais com o acompanhamento de trompetes em destaque.

Esse quarto trabalho do Turisas poderá desagradar os fãs que valorizaram o lançamento anterior, que talvez considerem este muito vazio. Por outro lado, “Turisas2013” satisfará aqueles que acharam “Stand Up and Fight” sem pegada e semelhante demais a um musical da Broadway.

Turisas – 2013

Lançamento: 2013

Century Media

Track List:

01. For Your Own Good
02. Ten More Miles
03. Piece by Piece
04. Into the Free
05. Run Bhang-Eater, Run!
06. Greek Fire
07. The Days Passed
08. No Good Story Ever Starts with Drinking Tea
09. We Ride Together

Resenha: Raul Seixas – Um pouco do pai do rock brasileiro

Raul-Seixas-Paulo-Coelho

                                   Raul Seixas e Paulo Coelho tocando “Ouro de tolo” na Av. Rio Branco
Em 1972 nos clássicos versos de “Imagine”, John Lennon anunciava sua versão para um sociedade utópica, sociedade que denominou de “Nutopia” em manifesto publicado em 1973. No mesmo ano, um outro músico no Brasil anunciava ao país a sua versão de sociedade utópica: Raul Seixas.

Naquele ano, o país vivia o período conhecido como “Milagre econômico” acompanhado de forte repressão aos movimentos contrários a ditadura militar. Boa parte da população se via contente com a estabilidade econômica e acesso a bens materiais que outrora as camadas médias urbanas não conseguiam. No entanto, em sua maioria, os mais jovens, começavam a contestar esta situação e principalmente este modelo de vida. Diferentemente da juventude pré 68, a geração pós AI-5 inaugurava uma nova forma de protesto.

Dos hippies aos anarquistas, os anos 1970 abrigaram diversas experiências de rejeição a todos os sistemas políticos estabelecidos, padrões de comportamento social e sexual, era o crescimento da contracultura no país. Erroneamente, estes seriam chamados de alienados pela dita esquerda politizada, porém, na busca por um novo modelo de sociedade e de vida, com suas roupas diferentes, cabelos desarrumados, uso de drogas com intuito de transcendência e práticas sexuais libertárias, constituíam uma verdadeira bofetada na cara do regime conservador e repressor que comandava o país. “Era preciso muita vontade e alguma coragem para ser hippie numa ditadura militar boçal e truculenta. Visados pela polícia, muitos foram confundidos com militantes da resistência armada, presos e torturados por engano”, comenta o produtor musical Nelson Motta no livro Noites tropicais.

Entre diferentes movimentos alternativos de contestação, um roqueiro baiano começava a se destacar com uma ideia de sociedade alternativa mais radical. Acompanhado pelo amigo e jornalista Paulo Coelho, Raul Seixas produziu sua obra fortemente marcada pelos escritos do mago inglês Aleister Crowley (1875-1947). Mago este que também influenciou os próprios Beatles – sua imagem apareceu até na capa do antológico disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) -, e fez a cabeça de várias bandas de rock como Iron Maiden e Led Zeppelin. Seus escritos afirmavam que os desejos humanos não deviam sofrer nenhum tipo de restrição, desconsiderava noções de bem e mal e louvaria Deus e o Diabo na mesma proporção, o que o levou a ser considerado satanista na época.

As primeiras ideias da “Sociedade Alternativa” – nome dado pela dupla a sua forma nova de sociedade – seriam lançadas com uma genial, porém, inusitada estratégia de marketing da dupla. Proposto por Paulo Coelho, no dia 7 de junho de 1973, Raul Seixas convocou a imprensa para registrar sua aparição em plena Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, violão em punho, cantando a música “Ouro de Tolo” ao lado do próprio jornalista e de outros seguidores. A estratégia deu tão certo que a cena foi exibida no conservador, mas já líder de audiência, “Jornal Nacional”. A canção era uma bofetada no conformismo nacional diante das vantagens ilusórias oferecidas pela ditadura, vejamos agora alguns versos e o vídeo da canção.

“Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego
Sou o dito cidadão respeitável e ganho quatro mil cruzeiros por mês
Eu devia agradecer ao Senhor por ter tido sucesso na vida como artista
Eu devia estar feliz porque consegui comprar um Corcel 73
(…)
Eu devia estar contente por ter conseguido tudo que eu quis
Mas confesso abestalhado que eu estou decepcionado!
(…)
É você olhar no espelho e se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado
E que só usa 10% de sua cabeça animal
E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial
Que está contribuindo com sua parte
Para o nosso belo quadro social”

“Ouro de tolo” é o nome que se dava na Idade Média às promessas de falsos alquimistas. Transferindo para o período de 1973, a música ironizava as aspirações e euforia da classe média brasileira que apoiava o regime militar em troca de ganhos materiais. Ser um cidadão trabalhador, respeitável, religioso seria um “ouro de tolo”, isto é, uma falsa realidade, uma felicidade enganosa e passageira. A música virou sucesso instantâneo. Contratado pela gravadora Philips, Raul Seixas juntou “Ouro de Tolo” a outras nove canções para lançar seu primeiro LP solo: “Krig-Ha, Bandolo!”, ainda em 1973.

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Disco Raul Seixas

No ano seguinte Raul Seixas, Paulo Coelho e outros chegam a fundar uma colônia no interior do RJ, a “Cidade das Estrelas”, para concretizar o sonho libertário. Contudo, também a ditadura começava a fechar o cerco sobre a dupla. Na música “Como vovó já dizia”, dois versos foram considerados subversivos – “quem não tem papel dá recado pelo muro” e “quem não tem presente se conforma com o futuro” (substituídas por “quem não tem filé come pão em osso duro” e “quem não tem visão bate a cara contra o muro”). Já em Maio de 1974, o Dops prendeu e torturou Raul Seixas: “Tudo para eu poder dizer os nomes das pessoas que faziam parte da Sociedade Alternativa, que, segundo eles, era um movimento revolucionário contra o governo”, contaria mais tarde.

FOTOGRAFIA:
IMAGEM 1: ARQUIVO MUSEU DA IMAGEM E DO SOM
IMAGEM 2: CAPA DO ÁLBUM (DISPONÍVEL NA INTERNET)
BIBLIOGRAFIA
PASSOS, SYLVIO E BUDA, TONINHO. RAUL SEIXAS: UMA ANTOLOGIA. SÃO PAULO: MARTIN CLARET, 2000.

Resenha: Hellish War – Keep it Hellish

keep it hellish

A banda Hellish War pode se dizer que seja a banda representante brasileira do gênero Heavy Metal. Pois nenhuma outra banda leva tão a fundo o estilo. Ouvir a música do Hellish War é sempre uma viagem no tempo, mas precisamente pro início da década de oitenta, quando bandas como Ozzy Osbourne, Iron Maiden,  Manowar e Judas Priest, reinavam absolutas dentro do Heavy Metal. Claro que cada uma com as suas peculiaridades e estilos.

Keep it Hellish, foi produzido em Biella na Itália e Marca a estreia do vocalista Bil Martins, que conseguiu manter o estilo característico do Hellish War.

O álbum começa com a excelente Keep It Hellish que é também mais pesada dentre as dez faixas. Mas uma das faixas que me chamou atenção é Reflects On The Blade, pois começa com um pequeno solo de bateria, e também a faixa do álbum que teve os solos de guitarras que mais me impressionaram, é a faixa que tem as melhores melodias de vocal e falando em vocal, foi nesta faixa que pude notar pequenas distorções na pronuncia do inglês. Não é nada grave, mas quando se trata de um álbum de lançamento a nível mundial, pode não pegar muito bem.

Ainda temos a épica The Quest, que com seus quase dez minutos de duração, fazem o ouvinte viajar entre os seus riffs e belas linhas de vocais, e claro sua bateria pulsante.

Keep it Hellish é um belíssimo trabalho, possui  alguns pequenos problemas, mas  nada que comprometa a grandiosidade da obra.

O Hellish War esta ai pra provar que a chama do Heavy Metal ainda queima e muito forte. Já que os grandes nomes do Heavy Metal não conseguem lançar um trabalho que empolgue o público. O Hellish War se encarregou de trazer ao público esta belíssima obra.

 

Hellish War – Keep it Hellish

Lançamento 2013

 

Integrantes:

Bil Martins – Vocal

Vulcano – Guitarra

Daniel Job – Guitarra

JR – Baixo

Daniel Person – Bateria

 

Faixas:
01. Keep It Hellish
02. The Challenge
03. Reflects on the Blade
04. Fire And Killing
05. Masters of Wreckage
06. Battle at Sea
07. Phanton Ship
08. Scars (Underneath Your Skin)
09. Darkness Ride
10. The Quest

Resenha: Forka – Black Ocean

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O Forka é formado pelo quinteto: Ronaldo Coelho no vocal, Samuel Dias na guitarra, Alan Moura na outra guitarra, Ricardo Dockoff no baixo e Caio Imperato na bateria. E desde a sua formação já se vão 10 anos e 2 álbuns e agora lançam o “Black Ocean”.

Black Ocean é um prato cheio para os amantes de musica pesada. Pois temos vocais rasgados, guitarras fazendo riffs insanos e uma bateria quase que incessante.

Neste trabalho o Forka ousou em incluir mais elementos do death metal na musicas. Pois nos trabalhos anteriores a banda adotava uma levada mais hardcore. Claro que foi uma mudança mais do que bem vinda.

O álbum começa com “Black Ocean” que dá boas vindas para o ouvinte com um ótimo seguimento, um refrão marcante e guitarras extremamente inspiradas. Mais a faixa seguinte “Last Confrontation” é quem dita à regra no CD que em minha opinião é uma das melhores e mais empolgantes. Black Ocean ainda tem faixas como  “Nations Of Ashes” e “Forgiveness Denied”. Ao todo a pancadaria se estende por pouco mais de 40 minutos.

Vale ressaltar a ótima produção do CD que torna a pancadaria ainda mais letal.

Com Black Ocean o Forka entra para o grupo das melhores e mais agressivas bandas do metal brasileiro.

Forka

Black Ocean 2013

Independente

Faixas:

01. Lúna
02. Black Ocean
03. Last Confrontation
04. Nation Of Ashes
05. Honor
06. Own Blood
07. White Mask
08. Last Battle
09. Forgiveness Denied
10. New Ways
11. Evil Love
12. Empire Surrender

 

Integrantes:

Ronaldo Coelho – Vocal

Samuel Dias – Guitarra

Alan Moura  – Guitarra

Ricardo Dickoff – Baixo

Caio Imperato  – Bateria

Resenha: Visceral Slaughter – Death Metal com qualidade

321498_438784456215912_2106093851_n           fotos por Camila Karina Ferreira

Formada por Victor Figueiredo (vocal), Fabrício Góes (guitarra e backing vocal), Romeu Monteiro (baixo) e Alberto Martínez (bateria), a VISCERAL SLAUGHTER é a nova aposta dos ex-integrantes da ANONYMOUS HATE, que desfizeram a banda depois da morte do guitarrista Heliton Coêlho, em março deste ano. “This work is dedicated to the eternal friend Heliton Costa Coêlho, 1981 – 2013. Rest in peace”, lê-se no encarte.

Por falar nele, toda a concepção e desenho são creditadas à Rogério Araújo e Fellipe Fonseca. No encarte, podemos ver as letras e os desenhos: as primeiras apresentam típicos conteúdos Death Metal, falando de morte, sangue, violência e guerras, mas também há letras com críticas à política e à sociedade (Reign of Hypocrisy e Scars of Tyranny, por exemplo).

Já os desenhos mostram uma cidade em ruínas e os integrantes da banda. A capa do disco exibe uma pessoa segurando um facão ensanguentado e, perto dela, cadáveres e pessoas agonizando, o que condiz com o nome do disco, Caedem (que significa “matança”, em latim). O mesmo foi gravado, mixado e masterizado por Alberto Martínez e Fabrício Góes no Khaoz Studio, em Macapá, capital do Amapá. A parceria com selos, sites e revistas também ajudou muito na publicidade e distribuição do álbum. No Chile, por exemplo, Caedem foi lançado pelo selo Gates of Horror.

Visceral Slaughter – Caedem

O “debut” contêm nove faixas (sendo a primeira um minuto de silêncio em homeagem a Heliton), pouco mais de 25 minutos de puro Death Metal, com influências de VADER, CANNIBAL CORPSE, KRISIUN, DECAPITATED, entre outras. Depois da intro, a pancadaria começa com Human Wreckage, que mostra logo de cara as características da banda: rapidez e brutalidade cruas, mas intercalada por passagens cadenciadas e pesadas, completado pelo vocal gutural.

Continuando, vem Search for Power (que o grupo executava com a antiga banda) e, aqui, temos a clara influência de KRISIUN, pois esta composição lembra o hino Conquerors of Armageddon. Depois desta, temos Endless Bloodshed, música que o quarteto usou para divulgar seu trabalho nas redes sociais e obteve boa repercussão. Apesar de haver uma passagem rápida na música, em Endless Bloodshed o que predomina é a cadência e o peso.

A violência sonora (no bom sentido) segue com a já citada Reign of Hypocrisy e Open your Grave (a qual a banda havia executado no show de estreia [1º Undergrind – O Retorno dos Malditos]), cujo trecho sonoro arrastado, o verso “Open your grave” e o barulho de uma arma carregando destacam-se, mostrando o lado CANNIBAL CORPSE do conjunto. Outro destaque do full-lenght é Blood and Pain, que também era tocado pela ANONYMOUS HATE. E por falar nela, Doomsday tem um riff logo na introdução que nos remete ao EP Red Khmer, mas logo depois fica com as características da VISCERAL SLAUGHTER.

Fechando o disco, Scars of Tyranny, que inicia com uma notícia de jornal referente ao Ato Institucional da Ditadura Militar pelo qual o Brasil passou de 1964 até 1985 e depois segue com um riff lento até culminar em uma crítica à ditadura em forma de Death Metal, com direito a sirenes de polícia. No quesito produção, o disco está aprovado, pois os instrumentos ficaram bem audíveis e, ao mesmo tempo, tem aquela sujeira característica de álbuns do estilo. Altamente recomendado para escutar no talo, banguear e fazer mosh do início ao fim!

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Contatos:
visceralslaughter@gmail.com
https://www.facebook.com/VisceralSlaughter/

Resenha: Revamp – Wild Card

Revamp 2013

Wild Card é o segundo álbum da banda Revamp liderada pela vocalista Floor jansen.  Confesso que fiquei impressionado pela evolução sonora neste trabalho.  Pois quando a banda lançou o seu primeiro álbum “Revamp” em 2010, eu ouvi esperando uma sonoridade estilo “After forever”, mas logo notei que o Revamp vinha com uma proposta sonora diferente. Porém, a banda ainda não havia se encontrado, musicalmente falando. Agora em Wild Card a estória é outra, pois conseguiram unir o lírico e o gutural, a agressividade e a serenidade, de uma maneira expendida. (Será que a passagem de Floor Jansem pelo Nightwish teve alguma influencia?)(Risos).

Para descrever o som do Revamp, posso dizer que lá no fundo lembra o After Forever  e Epica, mas com uma pitada a mais de agressividade e do progressivo. Algo que o Revamp explora bastante em suas composições.

A Floor apesar de ser a vocalista, é mais um dos destaques, pois aqui ela esta muito mais segura, e mostra um lado totalmente diferente do que estamos acostumados a ouvir.

Se você ouviu e não gostou do álbum Revamp, aconselho você a ouvir Wild Card e tirar novas conclusões sobre a banda.

É um pouco difícil citar uma música deste trabalho sem desmerecer outra, pois as faixas conversam entre si e o álbum se torna algo completo e maravilhoso de se ouvir. Mais duas faixas que são destaque ,“Wild Card” que é a faixa título e “Distorted Lullabies” que começa com um piano calmo e cresce de uma maneira fantástica, com direitos a riffs estupendos e coros.

Antes de terminar, um detalhe. Se você adquirir a versão simples do álbum com 11 faixas recomendo você comprar no iTunes as duas faixas bônus que são ótimas também.

 

Revamp – Wild Card 2013

Nuclear Blast

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Integrantes

Floor Jansen – vocalis

Matthias Landes – bateria

Arjan Rijnen – guitarra

Jord Otto – guitarra

Ruben Wijga – teclados

 

Músicos convidados

Mark Jansen – guturais na faixa 10

Devin Townsend – vocais na faixa 6

Marcela Bovio – coral

Johan van Stratum – baixo

Daniël de Jongh – coral

 

Tracklist

1. The Anatomy of a Nervous Breakdown’: On the Sideline

2. The Anatomy of a Nervous Breakdown’: The Limbic System

3. Wild Card

4. Precibus

5. Nothing

6. The Anatomy of a Nervous Breakdown’: Neurasthenia

7. Distorted Lullabies

8. Amendatory

9. I Can Become

10. Misery’s No Crime

11. Wolf And Dog