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Resenha: Baranga – O 5 Dos Infernos

Baranga  O 5º dos Infernos 3

Este é o quinto trabalho do pessoal da Baranga. Talvez por isso que o título do CD seja “O 5 dos Infernos”.  (ou não kkkk)

O que temos neste trabalho são 11 faixas do mais puro Rock’n Roll, com muita irreverencia sem soar apelativo.  O que chamou a atenção foi  a qualidade da produção do CD, Faixas muito bem produzidas e qualidade de som impecável. A produção ficou mais uma vez a cargo de Heros Trench.

Mais falando das faixas. Temos aqui uma banda ainda mais inspirada, no auge da sua técnica e experiência.  Duas faixas que me chamaram a atenção é a que abre o CD “Chute na Cara” que tem uma sonoridade ala AC/DC e um solo que convida a abrir uma cerveja e brindar com os amigos. A outra faixa que curti foi “O 5 dos Infernos” Que tem uma das letras mais legais, e claro aliado á ótimos riffs. O álbum ainda conta com a rápida “México é Demais”, e a polemica “Menina de 16”.

O Baranga é a prova que Rock não precisa ser cantado em inglês para ser bom, e com este trabalho desponta como um dos melhores no seguimento Rock’n Roll Nacional de 2013.

Baranga – O 5 dos Infernos

2013

Voice Music

01-   Chute na Cara

02-   Até a Cidade Acordar

03-   Três-Oitão

04-   Cachaça em Atenção

05-   O 5 dos Infernos

06-   Limpa-Trilho

07-   Menina de 16

08-   México é Demais

09-   T.V. Assassina

10-   Diabo, Teu Nome É Mulher

11-   Até Morrer

 

Integrantes:

Xande – Cantor, Guitarra e Slide

Deca – Guitarra

Soneca  – Baixo Elétrico e Coros

Paulão – Baterias, Pratos e Coros

 

www.barangarock.com.br

Resenha: Shadows Legacy – Rage and Hate

 

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A banda Shadows Legacy foi formada em 2006 em Campos Grande MS. E laçou sua primeira Demo “The Sky Is Falling Down” em 2010. E agora lança o EP “Rage and Hate” que conta com duas faixas que farão do seu primeiro álbum “You’re Going StraightTo Hell”. O que ouvimos neste EP é um Heavy Metal Puro e sem frescuras.  Podemos até tomar como base pra descrever o som deles, bandas brasileiras como Hellish War. Quem assina a produção deste trabalho é Aldo Carmine. Este EP ainda conta com mais duas faixas “Algel Of Hell” E “Far From The Lights” que fazem parta de Demo lançada em 2010.

Agora é aguardar pelo álbum completo que deve ser lançado em brave.

Shadows Legacy – Rage And Hate EP

Lançamento 2013

Independente

Faixas:

1-      Rage And Hate

2-      We are The Legancy

3-      Angel Of Hell (Bonus Demo)

4-      Far From The Light (Bonus Demo)

Integrantes:

Wille Cardoso – Vocal

Leandro Motta – Guitarra

Max Batista – Gruitarra

Luciano Rivero – Baixo

Augusto Morais – Bateria

Resenha: Deep Purple: Now What?!

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Se por um lado é como se o tempo não tivesse passado desde “Rapture of the Deep”, lançado em 2005, devido ao entrosamento da banda e à continuidade que “Now What?!” dá à carreira do grupo, por outro lado é fácil dizer que o novo disco do Deep Purple não é para audiências novatas.

É claro que o público mais jovem pode – na verdade, deve – apreciá-lo. Mas “Now What?!” não é um disco feito pensando nos tempos atuais. Nada de modernices tolas nem experimentações que não tem absolutamente nada a ver com a banda. O Deep Purple mostra o rock setentista que sabe fazer de um jeito muito único.

E é por isso que melhor de “Now What?!” é que ele soa como Deep Purple. A afirmação parece estúpida? Mas acredite, há muita banda ‘veterana’ querendo soar moderna e o resultado acaba sendo um disco esquisito (no mau sentido) e fora de contexto. Quem ajudou a garantir isso ao Deep Purple foi Bob Ezrin, responsável pela produção do álbum.

Bob Ezrin – conhecido por ter trabalhado em clássicos do Pink Floyd, Alice Cooper e Kiss, entre outros – precisou ser convencido a produzir o disco. Ele não queria. O renomado produtor recentemente tem trabalhado com artistas mais pop e mais novos. Ele foi a uma apresentação do Deep Purple e depois de ver o grupo fazendo o que chammou de uma “jam progressiva”, ficou encantado. Sua proposta para a banda era fazer um disco nessa linha ou não fazer.

Como a banda embarcou na ideia, ouvimos ecos de rock progressivo – o progressivo peculiar do Deep Purple, óbvio – em faixas como “Out of Hand” ou “Above and Beyond” e em tantas outras. Em todas, sejamos sinceros. Repare especialmente em “Après Vous”: dos seus quase cinco minutos e meio, a maior parte é feita como se a banda estivesse tocando ao vivo. Há uma parte da música que é como um improviso em cima do palco. A energia da faixa, com seus riffs pesados e teclados contundentes, é contagiante.

O disco começa com “A Simple Song”, que se parece com uma balada. Mas não se deixe enganar pelo começo etéreo e calmo da música, pois aos dois minutos ela explode entre riffs e teclados nervosos. Mesmo a balada presente no repertório, “All the Time in the World”, traz essa pegada ‘jam’ citada acima, esse som denso, rico e apaixonado. “Vincent Price” (veja o videoclipe acima), um dos momentos mais ‘comerciais’ do disco quase que não serve para a programação normal de uma FM – seria editada.

Não posso deixar de citar “Uncommon Man” – cujo tema é inspirado na “Fanfare for the Common Man” de 1942 – e “Above and Beyond”, canções que a banda dedicou ao ex-integrante Jon Lord, morto no ano passado. O disco encerra com um delicioso blues rock, “It’ll Be Me”.

 

 Deep Purple: Now What?!

2013
Hellion Records/earMusic

01. A Simple Song
02. Weirdistan
03. Out of Hand
04. Hell to Pay
05. Bodyline
06. Above and Beyond
07. Blood from a Stone
08. Uncommon Man
09. Après Vous
10. All the Time in the World
11. Vincent Price
12. It’ll Be Me