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Resenha: Visceral Slaughter – Death Metal com qualidade

321498_438784456215912_2106093851_n           fotos por Camila Karina Ferreira

Formada por Victor Figueiredo (vocal), Fabrício Góes (guitarra e backing vocal), Romeu Monteiro (baixo) e Alberto Martínez (bateria), a VISCERAL SLAUGHTER é a nova aposta dos ex-integrantes da ANONYMOUS HATE, que desfizeram a banda depois da morte do guitarrista Heliton Coêlho, em março deste ano. “This work is dedicated to the eternal friend Heliton Costa Coêlho, 1981 – 2013. Rest in peace”, lê-se no encarte.

Por falar nele, toda a concepção e desenho são creditadas à Rogério Araújo e Fellipe Fonseca. No encarte, podemos ver as letras e os desenhos: as primeiras apresentam típicos conteúdos Death Metal, falando de morte, sangue, violência e guerras, mas também há letras com críticas à política e à sociedade (Reign of Hypocrisy e Scars of Tyranny, por exemplo).

Já os desenhos mostram uma cidade em ruínas e os integrantes da banda. A capa do disco exibe uma pessoa segurando um facão ensanguentado e, perto dela, cadáveres e pessoas agonizando, o que condiz com o nome do disco, Caedem (que significa “matança”, em latim). O mesmo foi gravado, mixado e masterizado por Alberto Martínez e Fabrício Góes no Khaoz Studio, em Macapá, capital do Amapá. A parceria com selos, sites e revistas também ajudou muito na publicidade e distribuição do álbum. No Chile, por exemplo, Caedem foi lançado pelo selo Gates of Horror.

Visceral Slaughter – Caedem

O “debut” contêm nove faixas (sendo a primeira um minuto de silêncio em homeagem a Heliton), pouco mais de 25 minutos de puro Death Metal, com influências de VADER, CANNIBAL CORPSE, KRISIUN, DECAPITATED, entre outras. Depois da intro, a pancadaria começa com Human Wreckage, que mostra logo de cara as características da banda: rapidez e brutalidade cruas, mas intercalada por passagens cadenciadas e pesadas, completado pelo vocal gutural.

Continuando, vem Search for Power (que o grupo executava com a antiga banda) e, aqui, temos a clara influência de KRISIUN, pois esta composição lembra o hino Conquerors of Armageddon. Depois desta, temos Endless Bloodshed, música que o quarteto usou para divulgar seu trabalho nas redes sociais e obteve boa repercussão. Apesar de haver uma passagem rápida na música, em Endless Bloodshed o que predomina é a cadência e o peso.

A violência sonora (no bom sentido) segue com a já citada Reign of Hypocrisy e Open your Grave (a qual a banda havia executado no show de estreia [1º Undergrind – O Retorno dos Malditos]), cujo trecho sonoro arrastado, o verso “Open your grave” e o barulho de uma arma carregando destacam-se, mostrando o lado CANNIBAL CORPSE do conjunto. Outro destaque do full-lenght é Blood and Pain, que também era tocado pela ANONYMOUS HATE. E por falar nela, Doomsday tem um riff logo na introdução que nos remete ao EP Red Khmer, mas logo depois fica com as características da VISCERAL SLAUGHTER.

Fechando o disco, Scars of Tyranny, que inicia com uma notícia de jornal referente ao Ato Institucional da Ditadura Militar pelo qual o Brasil passou de 1964 até 1985 e depois segue com um riff lento até culminar em uma crítica à ditadura em forma de Death Metal, com direito a sirenes de polícia. No quesito produção, o disco está aprovado, pois os instrumentos ficaram bem audíveis e, ao mesmo tempo, tem aquela sujeira característica de álbuns do estilo. Altamente recomendado para escutar no talo, banguear e fazer mosh do início ao fim!

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